CNJ e Fifa assinam no CCJF convênio para incentivar contratação de ex-detentos em obras da Copa

Publicado em 21/10/2009

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e o presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, assinaram no dia 20 de outubro, no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), termo de cooperação técnica que permitirá a implantação do Programa Começar de Novo, do CNJ. No ato, Ricardo Teixeira representou a Fédération Internationale de Football Association (Fifa).

O projeto prevê incentivos para que as empresas responsáveis pelas obras que prepararão o país para sediar a Copa do Mundo de 2014 contratem egressos do sistema carcerário. Além disso, o Começar de Novo inclui cursos de formação de mão-de-obra especializada para os detentos.

 

Ricardo Teixeira assina o convênio observado por (a partir da esquerda) Nelson Tomaz Braga, Aloysio Santos, Gilmar Mendes, Paulo Espírito Santo e Morgana Richa
Ricardo Teixeira assina o convênio observado por (a partir da esquerda) Nelson Tomaz Braga, Aloysio Santos, Gilmar Mendes, Paulo Espírito Santo e Morgana Richa

 

 

Dentre as muitas autoridades presentes na solenidade, estiveram o secretário-geral do CNJ, juiz federal Rubens Curato, o presidente do TRF2, desembargador federal Paulo Espirito Santo, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, desembargador Aloysio Santos, o diretor-geral do CCJF, desembargador federal André Fontes, o conselheiro do CNJ e desembargador do TRT1, Nelson Tomaz Braga,  a presidente da Comissão de Conciliação do CNJ, juíza Morgana Richa, o deputado estadual José Távola, a diretora adjunta do CCJF, juíza federal Fernanda Duarte, e o cônsul e diretor da Seção de Imprensa Educação e Cultura dos Estados Unidos da América, Erik Holm-Olsen.

Durante o evento, o ministro Gilmar Mendes destacou que o convênio entre o CNJ e a Fifa, entre muitos benefícios para a coletividade, significará um reforço para os programas de segurança pública do governo. Para ele, aliás, nenhuma medida com esse fim pode ser bem sucedida se não considerar a reinserção no mercado de trabalho das pessoas que cumpriram pena: “Este convênio denota o envolvimento da sociedade e das instituições na solução de um problema secular, agravado por décadas de inércia e preconceito”, disse.

O presidente do CNJ conversa com Erik Holm-Olsen, Fernanda Duarte e André Fontes

O presidente do CNJ conversa com Erik Holm-Olsen, Fernanda Duarte e André Fontes