CNJ recebe contribuições para aprimorar sistemas estatísticos da Justiça*

Publicado em 06/08/2019

Servidores dos tribunais com formação em Estatística ou que atuam na análise de dados das unidades judiciárias apresentaram para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) suas contribuições para a aperfeiçoamento e otimização dos sistemas estatísticos do Poder Judiciário. O debate aconteceu durante o III Workshop de Estatística do Poder Judiciário, realizado na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Encerramento do III Workshop de Estatística do Poder Judiciário – Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ

 

Foram apresentadas sugestões de melhorias nos projetos de Replicação Nacional, nos Indicadores de Desempenho e de Produtividade, Índice de Desempenho de Sustentabilidade (IDS), Prêmio CNJ de Qualidade e Dimensão Acesso à Justiça no Índice de Efetividade da Justiça (IEJus). “Muitas propostas são plenamente viáveis e vamos agora discuti-las com os nossos técnicos para darmos os encaminhamentos internos”, destacou o juiz auxiliar da Presidência do CNJ Carl Smith.

“O propósito desse encontro foi de mostrar as ferramentas e ouvir os tribunais. Voltamos para casa cheios de desafios e esperamos que os representantes dos tribunais voltem motivados”, avaliou a diretora executiva do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do CNJ, Gabriela Soares.

Entre as propostas apresentadas está a possibilidade de revisão dos dados enviados via Replicação Nacional. Sobre o IPC-Jus, os tribunais sugeriram melhorias nos parâmetros de análise dos processos parados nas varas. “Atualmente, as varas que estão com os processos em dia e não têm processos parados são prejudicadas, pois não geram pontuação por movimentação de processos em atraso. Precisamos desenvolver indicadores que afiram a real situação de cada vara e ajudem a difundir boas práticas e ajudar quem está com necessidade”, destacou o grupo que analisou os Indicadores de Desempenho.

A equipe que avaliou o Índice de Desempenho e Sustentabilidade (IDS) lamentou que os tribunais não recebem nenhuma confirmação se os dados enviados foram encaminhados de maneira correta ou se houve erro em algum item. “Sugerimos a criação de um recibo, uma validação, para sabermos se fizemos tudo certo”, sugeriu o grupo. Já a equipe que analisou o Prêmio CNJ de Qualidade pediu a volta do “Selo Bronze”. Com a Portaria 88/2019, a categoria foi extinta da premiação.

*Agência CNJ de Notícias