Conselho da Justiça Federal sedia Curso de Formação em Organização Sistêmica*

Publicado em 27/11/2018

Magistrados e servidores estão sendo capacitados para utilizar o método da Constelação Familiar

O Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal (CEJ/CJF) sedia até quarta-feira (28) o Curso de Formação em Organização Sistêmica – Módulo I, na sede do órgão, em Brasília. O objetivo da capacitação é apresentar os conceitos e a filosofia das Constelações Familiares para magistrados e servidores da Justiça Federal, principalmente aos que atuam na solução alternativa de conflitos.

A proposta é voltada para organização e aprofundamento dos conhecimentos teóricos, técnicos e práticos, específicos para a aplicação no trabalho de conciliação. Para isso, fundamenta-se na capacidade de percepção, análise crítico-reflexiva, flexibilidade e disposição para a busca de novas informações, tendo em vista a complexidade das demandas judiciais. As aulas são presenciais, interativas e expositivas, com exercícios para fixação dos conceitos apreendidos, além da elaboração de relatórios. O conteúdo dos módulos curriculares está sendo apresentado por meio de exposição dialogada e dinâmicas de grupo.

O instrutor da capacitação é o médico cirurgião Décio Fábio de Oliveira Júnior, que utiliza a técnica das Constelações Sistêmicas Familiares desde 1999. Segundo ele, ao final do curso, o participante vai adquirir uma percepção mais efetiva de si e de sua origem, sendo capaz de ter uma atuação mais humanizada sobre determinados fatos da vida em sociedade.

 

 

“As constelações são um método inovador, que nos permite compreender que as relações humanas são sensíveis à postura. Ou seja, quando nós compreendemos que essa postura se move, baseados no princípio do método, a outra pessoa também modifica o comportamento dela, modulando, então, a postura do interlocutor. A pessoa que aprende esses princípios pode alterar a forma como os relacionamentos acontecem”, explicou o instrutor.

Também participaram da abertura do curso a juíza do Tribunal de Justiça de Rondônia Sandra Silvestre, a coordenadora do Instituto Vida Plena, Zilma Watanabe, e a assessora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Aline Mendes.

TRF2 sediará o II Seminário Nacional de Constelações Familiares na Justiça em novembro

O Novo Código de Processo Civil e a Resolução 125/2010 do CNJ enfatizaram a ideia de que o diálogo em situações de conflito é o melhor caminho. Surgiram novas práticas autocompositivas voltadas para a promoção da paz, o que contribuiu para a garantia efetiva do acesso ao sistema de justiça.

Dentro desse contexto, a abordagem da constelação familiar passou a ser utilizada como mecanismo direcionado às resoluções consensuais de conflitos, como a conciliação e a mediação.

Com base neste cenário, a Associação PRÁXIS, com o apoio da Divisão de Educação Corporativa/DIVEC/SGP/TRF2, organiza a segunda edição do Seminário Nacional de Constelações Familiares na Justiça, que pretende ampliar o espaço de diálogo sobre o tema com as perspectivas teóricas que englobam as referidas práticas a partir da filosofia, do direito, dentre outras áreas do saber.

O evento ocorrerá no dia 30 de novembro de 2018, das 8h30 às 18h, no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rua do Acre, 80 – 3º andar – Plenário).

Para conhecer a programação completa do evento, acesse o site.

Constelações Familiares

Essa é uma nova abordagem da Psicoterapia Sistêmica Fenomenológica criada e desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger após anos de pesquisas com famílias, empresas e organizações em várias partes do mundo, buscando o diagnóstico e solução de problemas e conflitos. O resultado desses experimentos se transformou em um trabalho simples, direto e profundo que se baseia em um conjunto de “leis” naturais que regem o equilíbrio dos sistemas.

A intenção da utilização no Poder Judiciário é buscar esclarecer para as partes o que há por trás do conflito que gerou o processo judicial. Os conflitos levados para uma sessão de constelação, em geral, versam sobre questões de origem familiar, como violência doméstica, endividamento, guarda de filhos, divórcios litigiosos, inventário, adoção e abandono.

*Com informações do CJF