TRF2 empossa 12 novos juízes federais substitutos

Publicado em 14/10/2010

         O primeiro colocado no XII Concurso Público para Provimento de Cargos de Juiz Federal Substituto da 2ª Região entende que os magistrados brasileiros têm de lidar, no exercício de suas funções, com o que ele chama de “grave ônus” causado pela enorme desigualdade social do País. O pernambucano Eduardo Francisco de Souza expressou o pensamento em seu discurso, proferido na solenidade de posse dos doze aprovados, realizada na tarde do dia 14 de outubro, na sede do TRF2, no Rio.
          O agora juiz federal disse que a consciência dessa realidade deve estar sempre presente para quem exerce o cargo, tendo de decidir sobre questões muitas vezes cruciais nas vidas dos cidadãos. Para ele, antes de resolver o processo, é preciso que o julgador faça “o juízo da autoconsciência”, policie-se contra as tentações da vaidade e busque a justiça efetiva, considerando todos os aspectos e consequências  – inclusive as sociais – de suas sentenças.
          A solenidade de posse foi conduzida pelo presidente do Tribunal, desembargador federal Paulo Espirito Santo, que, na ocasião atentou para a responsabilidade dos magistrados, lembrando também da importância da humildade no exercício da prestação jurisdicional: “O juiz é um agente político que exerce função representativa de um poder da República. Sem o Poder Judiciário, não teríamos liberdade e democracia, cuja efetividade pode ser medida pela legitimidade e credibilidade na atuação do juiz”, afirmou.
           A saudação aos empossandos ficou a cargo do corregedor regional da Justiça Federal da 2ª Região, desembargador federal Sergio Schwaitzer, que destacou a juventude dos novos magistrados – que têm, na média, 30 anos de idade – e os sacrifícios que certamente tiveram de fazer para passar pela difícil peneira do concurso. Ele classificou a cerimônia de posse de “ritual de agregação”, com o qual o Judiciário dá boas vindas aos seus novos integrantes.
          A mesa da solenidade contou com a participação do procurador da República Celso de Albuquerque Silva, do vice-almirante Carlos Augusto de Souza, comandante do Primeiro Distrito Naval, do senador Bernardo Cabral e do advogado Carlos Roberto de Siqueira Castro, conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil. Na plateia, diversas autoridades civis, militares e eclesiásticas, familiares e amigos dos empossados.

Na mesa, Carlos Roberto Siqueira Castro, Celso de Albquerque, Paulo Espirito Santo, Carlos Augusto de Souza e Bernardo Cabral
Na mesa, Carlos Roberto Siqueira Castro, Celso de Albquerque, Paulo Espirito Santo, Carlos Augusto de Souza e Bernardo Cabral