Segunda Região se mobiliza no combate ao mosquito Aedes aegypti*

Publicado em 17/05/2016

Engajada na campanha “Judiciário no combate ao mosquito Aedes”, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde março deste ano, a Justiça Federal da Segunda Região vem realizando diversas ações informativas com o objetivo de conscientizar o público interno e externo acerca do combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor transmissor da dengue, da febre chikungunya e do Zika vírus. No último dia 19, por exemplo, a Divisão de Atenção à Saúde do TRF2 promoveu, na sede do Tribunal, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, uma palestra sobre Prevenção e Controle do Mosquito Aedes, destinada a magistrados, servidores e terceirizados da Corte. O evento foi transmitido por vídeoconferência para servidores e funcionários de empresas terceirizadas, responsáveis pela manutenção predial e pela limpeza das áreas interna e externa da Seção Judiciária do Espírito Santo (SJES) em Vitória, São Mateus e Serra.

A abertura do encontro foi realizada pela coordenadora de Perícias e Promoção de Saúde do Tribunal, Maria Claudia Monteiro, que discorreu sobre o objetivo da campanha do Judiciário de combate ao Aedes aegypti e abordou as ações a serem realizadas pelo Tribunal. Em seguida, os agentes de vigilância em saúde da Prefeitura do Rio de Janeiro, Débora Rocha e João Carlos Francisco, iniciaram a palestra apresentando o contexto histórico do surgimento do mosquito Aedes no Brasil: “O mosquito Aedes chegou ao Brasil com a vinda dos navios negreiros, sendo o dengue a primeira doença a se manifestar no país. Apenas em 2014, devido à Copa das Confederações, houve relatos da febre Chikungunya e Zika vírus”, afirmou Débora.

Posteriormente, os educadores discorreram sobre o ciclo da larva do mosquito, alertando que a fêmea coloca até 1.500 ovos durante toda sua vida. “A umidade presente em um reservatório, por exemplo, é o suficiente para permitir eventual depósito de ovos, que podem sobreviver até um ano e meio sem água. Em suma, é importante sempre lavar os reservatórios com água e sabão para retirar possíveis ovos que foram depositados”, esclarece João Carlos Francisco.

Durante a palestra, foram abordadas algumas medidas de prevenção do Aedes, como: alterar o ph da água, utilizando o cloro três vezes por semana ou até mesmo sal grosso, uma vez que o mosquito não sobrevive em água salgada. Além disso, os palestrantes apresentaram as diferenças de sintomas relativos às doenças dengue, chikungunya e Zika. Por fim, os agentes desfizeram diversos mitos divulgados erroneamente na sociedade acerca da transmissão e da prevenção da doenças e fizeram um alerta quanto ao perigo da automedicação.

Agentes João Carlos e Débora falam sobre o ciclo do mosquito
Agentes João Carlos e Débora falam sobre o ciclo do mosquito

No TRF2, foram registrados 155 casos de Dengue (2004), com 9 ocorrências no ano passado (2015). Não há, ainda, dados relativos à infecção pelo Zika vírus, uma vez que, apenas recentemente, foi disponibilizado o CID específico da doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Tribunal também está divulgando, por todas as suas unidades, materiais que informam como evitar a proliferação do mosquito, além de distribuir panfletos na recepção do prédio-sede, dirigidos ao público externo.

SJRJ: Prédios da capital recebem ações de combate ao Aedes aegypti

No último mês de abril, a Coordenadoria de Assistência Médica e social da Seção Judiciária do Rio de Janeiro (SJRJ) promoveu algumas ações nos prédios da capital, visando à sensibilização de magistrados, servidores, colaboradores e público em geral no combate ao mosquito Aedes aegypti. As ações, em consonância com a campanha nacional do CNJ, foram realizadas em parceria com a Fundação nacional de Saúde (Funasa)/Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio e incluíram inspeções técnicas, palestra e exposição.

No Foro da Av. Rio Branco, por exemplo, além de inspeções técnicas, realizadas pelos agentes de endemias visando a identificação de eventuais criadouros (focos) do Aedes aegypti em suas instalações, houve palestra no último dia 18, realizada por agentes do setor de Educação em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. O público-alvo foi os agentes e fiscais de manutenção e limpeza, agentes de segurança e brigadistas, além de magistrados e servidores. Dentre outros temas, foram abordados o necessário cuidado com o lixo e as fases do ciclo de vida do mosquito. Também foi feita uma demonstração de como os agentes eliminam as larvas nas residências e locais visitados.

Os palestrantes ainda enfatizaram a importância de todos fazerem sua parte diariamente, cuidando de suas casas e locais de trabalho. Foram destacados ainda, possíveis locais de depósito de ovos que muitas vezes passam despercebidos, entre esses a bandeja de degelo da geladeira, reservatórios de ar condicionado e fosso de elevadores.

Ao final, o servidor da SJRJ Paulo Roberto Evaristo trouxe a público uma experiência trágica vivida por conta da dengue. Paulo perdeu seu filho para a doença há alguns anos. O relato do colega serviu como alerta, para os demais presentes, da gravidade e das possíveis consequências dessas doenças. Também foram realizadas inspeções técnicas e palestras sobre o tema no prédio da Av. Venezuela e no prédio da Av. Almirante Barroso.

A ação na SJRJ contou também com a exposição de uma maquete na entrada do prédio do anexo 2 da Av. Rio Branco. O stand trouxe informações sobre criadouros do mosquito e opções de como eliminar esses focos. A instalação ficou exposta ao longo do dia, possibilitando a todos que transitavam pelo local esclarecer dúvidas junto aos agentes de vigilância e saúde.

O stand trouxe informações sobre criadouros do mosquito e opções de como eliminar os focos
O stand trouxe informações sobre criadouros do mosquito e opções de como eliminar os focos

SJES promove Dia “D” de combate ao mosquito Aedes aegypti

Já a Seção Judiciária do Espírito Santo (SJES) promoveu, no dia 26 de abril, o dia “D” de combate ao mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika. Neste dia foram vistoriados todos os prédios da Seccional capixaba localizados em Vitória, Cachoeiro de Itapemirim, São Mateus, Linhares, Colatina e Serra. Seguindo as instruções da cartilha disponível no site do Ministério da Saúde, foram vistoriados tonéis, caixas-d’água, calhas, lajes, lixeiras, banheiros (ralos e vasos sanitários), bandejas de ar-condicionado e geladeiras, além de locais com plantas como jardins e áreas internas. As vistorias semanais serão mantidas na SJES.

Em Vitória, foram vistoriados os prédios sede e da Cidade Alta, que passa por obras. Segundo o supervisor da Seção de Serviços Gerais, Isaías Luis de Souza, que gerencia o contrato dos funcionários da Conserma, empresa responsável pela limpeza dos dois prédios, os locais mais críticos já identificados são as garagens, os jardins, os terraços e as calhas, mas eles estão em alerta, recebendo, inclusive, a visita constante de agentes de saúde da Prefeitura de Vitória. Já Linhares, que dispõe de uma área externa bem reduzida, também participou do dia “D”, com a verificação de ralos e limpeza da marquise, além da distribuição de cartazes em locais de circulação de servidores e usuários externos.

De acordo com Marinaldo Barbosa, supervisor da Seção de Apoio Administrativo da Seccional de Colatina, foi realizado um “trabalho de conscientização entre os funcionários responsáveis pela limpeza e higienização nas nossas dependências. Afixamos os cartazes do Ministério da Saúde em vários ambientes, tais como: recepção, corredores e cozinhas; vistoriamos todos os ralos de todos os sanitários prevenindo ao não acúmulo de água e priorizando a utilização de água sanitária nos ralos”. Também foi realizada a limpeza dos reservatórios de água das geladeiras e a vistoria nos reservatórios de água do condomínio, ralos e calhas. Já em São Mateus, a supervisora Flávia Suely Lodi informou que não foram identificados focos. “A servente banheirista tem o cuidado de fechar os ralos de banheiros e jogar sempre cloro”, evitando assim o aparecimento do mosquito Aedes aegypti.

 Equipe responsável pela vistoria na Seccional de Colatina

Equipe responsável pela vistoria na Seccional de Colatina

A equipe da Subseção Judiciária de Cachoeiro de Itapemirim considerou que o dia “D” foi “um sucesso”. “Verificamos todo o prédio, desde o terraço até o porão. O que encontramos de efetivo foram as bandejas de evaporação, que ficam atrás da geladeira, que estavam com água acumulada. Elas serão verificadas diariamente. Encontramos também outro ponto da área externa em que havia alguma água empoçada. Esse local, que já é limpo semanalmente, terá sua limpeza reforçada, para duas vezes por semana. Foi distribuído o material informativo para a equipe e todos se mostram motivados em combater o mosquito, trocando experiências e relatando as medidas preventivas que já adotam tanto aqui na Justiça quanto em suas casas”, concluiu o agente de segurança Lucas Herzog.

Por fim, a Subseção Judiciária de Serra participou ativamente do dia “D” de combate ao mosquito Aedes aegypti. Durante o expediente, servidores da área administrativa e funcionários terceirizados fizeram uma vistoria geral no prédio para eliminação de possíveis focos de proliferação do mosquito. “Aqui, as ações de prevenção já fazem parte da nossa rotina. Semanalmente verificamos calhas, plantas e outros locais de risco; os terceirizados ficam de olho em qualquer lixo jogado pela vizinhança, sabem da importância da participação ativa de todos e dizem que já incorporaram as medidas nas suas residências. Agora escolhemos a terça-feira para ser o nosso dia D”, afirmou a supervisora Claudia Pedrinha Padua, que coordenou os trabalhos na Serra.

A equipe do Núcleo de Comunicação Social e Relações Públicas (NCS) da SJES visitou, no dia 25, a obra da nova sede da Vara Federal de Serra. Em fase de conclusão, foram identificados alguns locais para possíveis focos, como caçamba de entulho, tonéis com água, latas de tinta fora de uso e alguns copos descartáveis na área. As orientações da cartilha do Ministério da Saúde foram passadas para a técnica de segurança Vanessa Vasconcelos e para o técnico de edificações Dilomar Ferreira Alves.

Ambos asseguraram que já fazem um controle desses locais e cobram a retirada dos entulhos e do lixo acumulado diariamente. Também é preocupação dos técnicos a visita semanal a uma área de preservação ambiental, situada aos fundos da nova sede, com limpeza de folhas caídas das árvores. Os cartazes com as orientações do Ministério da Saúde foram afixados em locais visíveis aos funcionários e haverá reforço da necessidade de conscientização de todos nas reuniões que são promovidas às quintas-feiras. Atualmente há cerca de 45 pessoas trabalhando na obra.

Você sabia?

O Aedes aegypti é um mosquito de hábitos diurnos, com maior atividade ao amanhecer e entardecer. As pernas e os pés são os alvos preferenciais do mosquito, por isso usar calças compridas e meias pode colaborar na prevenção à sua picada.
A contaminação se dá pela fêmea, que pode transmitir tanto a dengue, quanto Zika ou a febre Chikungunya.

Como prevenir?

Os ovos são colocados em água limpa e parada, por isso é de suma importância verificar se não há algum local, na sua casa ou trabalho, com água acumulada. O importante é eliminar os criadouros do mosquito, para que ele não circule.

*Com informações da SJES e SJRJ